6 dicas para evitar perdas na produção agrícola

Seguro agrícola
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Existem inúmeros fatores que podem ocasionar perdas na produção agrícola e afetar a rentabilidade dos empreendimentos no campo. A ausência de conhecimento acerca da composição química do solo, bem como das necessidades nutricionais da cultura e do clima da região, por exemplo, podem prejudicar a produtividade da lavoura.

Além disso, eventuais falhas no processo de colheita e transporte dos produtos também acarretam grandes desperdícios. E não é só! Quem lida com a agricultura sabe que pragas e eventos climáticos inesperados, como chuvas intensas, vendavais e quedas de granizo podem danificar toda a lavoura.

Desse modo, para evitar prejuízos, é preciso planejar bem o cultivo, otimizar a utilização dos recursos disponíveis e, claro, contar com proteção financeira para os momentos emergenciais. Continue a leitura e confira algumas dicas para evitar as perdas na produção agrícola.

1. Realize o estudo completo do solo

Conhecer a composição química e as características físico-hídricas do solo é fundamental para identificar quais são os minerais e demais nutrientes presentes na terra, bem como a capacidade de armazenamento de água. Essas informações, aliadas ao conhecimento sobre as necessidades nutritivas da planta que se deseja cultivar, possibilitam intervenções acertadas no manejo da lavoura.

A análise química do solo, por exemplo, serve para orientar a escolha dos adubos e fertilizantes que devem ser utilizados na plantação, sobretudo para suprir eventuais déficits de nutrientes e corrigir a acidez do solo. Já o conhecimento das características físico-hídricas possibilita o planejamento de eventuais irrigações, se for o caso.

2. Considere os fatores climáticos

Para garantir a produtividade da lavoura e a rentabilidade do seu negócio, também é muito importante levar em consideração as características climáticas da região em que será realizado o cultivo.

No geral, cada espécie de vegetal necessita de uma determinada quantidade de água e se desenvolve melhor em temperaturas específicas. Assim, quando cultivada em condições climáticas adequadas, ela tende a produzir mais. É o caso das plantas de soja, por exemplo, que encontram excelentes condições para o seu desenvolvimento no clima quente e seco da região do centro-oeste do Brasil.

Apesar de existirem técnicas para mitigar os efeitos do clima na plantação, tais como a utilização de sementes híbridas e o cultivo em estufas, na maioria das vezes, tais recursos têm um custo elevado e o investimento inicial nem sempre é tão vantajoso, sobretudo para o pequeno e médio produtor rural.

Desse modo, para otimizar a produção, é essencial conhecer as condições climáticas do local antes de realizar o plantio de qualquer cultura. Isso possibilita identificar qual tipo de planta se adéqua melhor ao ambiente e, sobretudo, à temperatura e umidade do lugar.

3. Estude o controle de pragas

Conhecer as pragas e doenças que podem assolar a lavoura, assim como as formas disponíveis de controle, é fundamental para garantir a sobrevivência da plantação e, claro, manter a produção agrícola.

Atualmente, existem muitos agrotóxicos disponíveis no mercado e, muitas vezes, eles são utilizados de forma indiscriminada e em larga escala pelo agricultor. No entanto, vale lembrar que cada defensivo tem uma composição e, consequentemente, uma finalidade específica. Assim, além de não surtir o efeito esperado no controle de pragas e doenças, o uso indiscriminado de agrotóxicos gera prejuízos e gastos desnecessários para o produtor. Afinal, os defensivos não serão úteis à plantação.

4. Invista em tecnologia

Assim como os demais setores do mercado, o agrário tem, à sua disponibilidade, inúmeras ferramentas tecnológicas para melhorar o gerenciamento da produção no campo e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

A denominada agricultura de precisão, por exemplo, possibilita o manejo integrado de variáveis de espaço e tempo nos cultivos. Os agricultores podem contar com softwares de gestão de dados da cadeia produtiva, soluções avançadas para o controle de máquinas com o auxílio de GPS e, até mesmo, sistemas de mapeamento da colheita.

Além de propiciar as condições necessárias para o aumento da produtividade, essas ferramentas possibilitam:

  • a otimização de recursos;
  • a redução dos custos;
  • a diminuição dos riscos da atividade;
  • um menor uso de agrotóxicos.

5. Aposte em um seguro rural

Mesmo com muito planejamento e a adoção de todos os cuidados necessários, alguns imprevistos (por exemplo, como chuvas intensas, quedas de granizo, ventos fortes, alagamentos, incêndios etc) podem colocar em risco toda a produção e, até mesmo, afetar a continuidade das atividades no campo.

Nesse cenário, contar com um seguro rural faz toda a diferença. Afinal, ele cobre eventuais perdas na produção, inclusive as decorrentes de fenômenos da natureza. Com isso, as indenizações desse tipo de apólice garantem estabilidade financeira ao produtor e os recursos necessários para a continuidade de suas atividades.

Vale lembrar que existem diversas modalidades de seguro rural. Cada uma delas tem coberturas e finalidades específicas. Veja quais são:

  • seguro agrícola;
  • seguro de produtos agropecuários e benfeitorias;
  • seguro de penhor rural;
  • seguro pecuário;
  • seguro aquícola;
  • seguro de florestas;
  • seguro de vida do produtor rural;
  • seguro de cédula do produto rural.

Cabe ressaltar que, além de proteger os investimentos no campo, o seguro rural reduz as perdas, confere estabilidade financeira ao negócio, gera emprego no campo, diminui a taxa de êxodo rural e estimula a implementação de técnicas e tecnologias na produção.

6. Garanta os cuidados com a logística

As perdas na agricultura não ocorrem apenas durante a fase do cultivo. Muitos alimentos são desperdiçados durante a fase de colheita, embalagem e transporte, na maioria das vezes, em razão da ausência de cuidados nas operações.

A fase da colheita merece especial atenção do produtor, principalmente se ela for mecanizada. O agricultor deve fazer o monitoramento do tempo ideal para iniciá-la, ficar atento ao funcionamento das colheitadeiras (velocidade, altura do corte etc.) e, claro, treinar os funcionários para utilizá-las de maneira correta.

A embalagem, armazenagem e transporte também precisam de atenção. Tudo deve ser pensado e feito de forma a reduzir os danos aos produtos e os desperdícios, garantindo que os alimentos cheguem ao seu destino final em perfeitas condições.

Como você pôde perceber, existem inúmeras medidas que podem ser adotadas para otimizar os recursos disponíveis e melhorar a produção agrícola. Seguindo essas dicas, certamente, você reduzirá as perdas no campo e aumentará os ganhos de seu negócio.

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