Como saber qual o seu perfil para contratar um seguro? Saiba aqui!

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O mercado de seguros ainda não atingiu seu pleno potencial no Brasil, mas o consistente crescimento, aliado à variedade de seguradoras e produtos disponíveis, mostra que o país está no caminho certo. O público mais bem informado e interessado também tem feito a diferença na hora de contratar seguro.

A apólice é uma forma eficaz de blindagem patrimonial, mas, antes da emissão do documento, o potencial segurado precisa conhecer bem e delimitar o seu perfil. Isso influencia na hora de escolher o melhor produto e no cálculo do valor da apólice, além de garantir que não haverá dificuldades de receber a indenização, caso aconteça o sinistro.

Continue a sua leitura e saiba mais sobre o perfil do segurado e sua influência na hora de contratar um seguro. Confira!

O perfil do segurado

O seguro é classificado, juridicamente, como um contrato aleatório. Isso significa que a apólice protege o segurado contra riscos futuros e incertos, que podem se verificar ou não. Não se trata de um investimento, mas, como já mencionado, de uma forma de se evitar o perecimento patrimonial em razão de fatos previsíveis. É, também, uma maneira de garantir a tranquilidade do contratante desde o momento da aquisição; algo bastante relevante.

Uma seguradora usa cálculos estatísticos na hora de avaliar se aceitará o risco e de precificar a apólice. A consequência é que, quanto maior o risco oferecido pelo perfil do segurado, maior será o valor do seguro. Da mesma forma, quando as chances de ocorrer um evento danoso são menores, a contratação é menos onerosa.

O contratante deve considerar os riscos aos quais seu patrimônio está exposto, visto que a proteção se dá apenas sobre as hipóteses previstas na apólice; e também deve apresentar informações pessoais verdadeiras, pois a omissão — ou a mentira — pode levar a seguradora a se recusar a indenizar o segurado, caso fique comprovado que houve violação à boa-fé na hora da contratação, ou falta de informações condizentes com a realidade.

Ao considerar que a contratação serve para a proteção de bens, vulnerabilizar a blindagem patrimonial não é algo sensato, da mesma forma que não se deve desprezar a cobertura sobre determinados riscos, que, embora pequenos, podem acontecer.

Veja, abaixo, as principais informações que você deve ter na hora de contratar seguro, e o impacto desses fatores.

O risco da contratação

Quanto maior o risco, maior o valor da contratação, o que já se sabe. O ideal é que você ajude a seguradora a realizar uma avaliação realista, que não ignore riscos e tampouco inclua aqueles inexistentes. Alguns modelos de carros são mais visados para roubos e furtos, o que tende a ser mais recorrente em cidades maiores, mas também acontece em cidades pequenas.

Por outro lado, não são todos os municípios que registram enchentes nos períodos de chuvas e, se o uso se limitar a essas cidades, não há necessidade de se adquirir tal cobertura. Além disso, por mais que um motorista seja experiente, ele está sujeito à ação de outras pessoas no trânsito, e o risco de acidentes jamais deve ser excluído na hora de contratar um seguro para automóveis, por exemplo.

A idade do segurado

A faixa etária do contratante pode tanto baratear quanto encarecer um seguro. No caso da contratação de um seguro de automóveis, motoristas com mais de 25 anos tendem a pagar menos, pois é um perfil que costuma se envolver em acidentes com menor frequência, por ser mais experiente e cuidadoso na direção.

Em relação ao seguro de vida, a lógica se inverte. Pessoas mais jovens pagam menos e, quanto mais avançada a idade, mais onerosa fica a contratação. A razão é simples: a incidência de doenças e fatalidades é menor entre os mais jovens, e o risco se agrava quanto maior a idade. Por ser maior o risco, isso se reflete sobre o valor da apólice.

O gênero do contratante

Ao contrário do que o senso comum pode levá-lo a pensar, o seguro de automóvel é mais barato para o sexo feminino e mais caro para o masculino. Isso se explica por, estatisticamente, homens se envolverem com maior frequência em sinistros. Alia-se a tal fato o menor uso do carro por mulheres no período noturno, em que são aumentados os riscos relacionados à baixa visibilidade e ao número de motoristas sob influência de substâncias entorpecentes.

Quanto ao seguro de vida, em razão do maior cuidado com a saúde, mulheres tendem a pagar menos na contratação. A diferença só não é maior porque o gênero feminino costuma apresentar um número mais elevado de doenças em idade precoce, diferentemente dos homens, que concentram seus problemas de saúde na terceira idade.

A região de uso do automóvel

Nas análises estatísticas usadas pelas seguradoras, o número de sinistros por região é um fator determinante para o cálculo do valor do seguro de automóvel. Se o veículo é utilizado em regiões com menores índices de roubos e furtos, o preço da apólice será menor e, da mesma forma, quanto mais violenta a região, maior será o valor a ser desembolsado na contratação.

O local onde o veículo ficará estacionado

O local onde o carro ficará estacionado também influencia na cotação do seguro, pois automóveis que ficam na rua estão mais sujeitos a roubos, a furtos e a serem atingidos por outros veículos. Nesse caso, o valor do seguro será mais alto, pela maior probabilidade de ocorrência de sinistros. Veículos que ficam sempre em garagens, sejam residenciais, sejam do local de trabalho do segurado, por sua vez, pagam menos na contratação.

O uso do veículo

O contratante pode não ser o único a fazer uso do veículo, e isso deve ser especificado na hora da contratação. Se o segurado tem mais de 40 anos, o preço tende a ser menor, o que é substancialmente modificado, caso o veículo também seja usado por um filho menor de 25 anos.

Isso tudo deve ser especificado, pois agravar o risco demonstrado no momento da contratação pode excluir a obrigação de indenização pela seguradora. O melhor exemplo é quando alguém que tem seguro contra furto deixa o veículo estacionado, aberto e com a chave no contato.

Mesmo que conte com um seguro, a apólice deve corresponder ao risco verificado, e o contratante também não pode usar tal realidade como justificativa para agir de forma negligente com o seu patrimônio. Da mesma forma, contar com o auxílio de uma corretora especializada é uma ajuda fundamental para definir melhor o perfil do segurado para que esse possa realizar uma contratação mais vantajosa!

Agora que você sabe mais sobre os impactos do perfil na hora de contratar seguro, aproveite e assine a nossa newsletter! Receba novos conteúdos úteis sobre o mercado de seguros em primeira mão!